PASSAPORTE PARA O INFERNO

PASSAPORTE PARA O INFERNO
ÚLTIMO LANÇAMENTO
Perplexo e pensativo, caminho pelas ruas pensando no que somos...
Quanta razão está imbuída no nosso coração; realidades sem fantasia. Somos nocivos, causamos e transmitimos alegria e tristeza, o mal e o bem. Às vezes, instintivamente, causamos mal a quem queremos bem. Poderíamos ter o instinto de rato que, mesmo indefeso entregue aos instintos sádicos de um gato. Até mesmo uma cobra que vive rastejando, odiada por todos e causando destruição, e por isso destruída. A traição é o pior mal da natureza.
Amigos de verdade são raros.

12 janeiro 2012

O Caminho do Sol

Caminho com o vento da sensatez
Com um poema sempre à mão
O sol é causticante maltrata-me de vez
Por que não procurar sombra então?
Qual nada...
Há muita coisa a fazer
Nada de olhar o sol se repartindo
Nem de nuvens se abrindo
Eu não vou pelo mesmo caminho
Nem vou como ele vai
Vou-me antes que a noite cai
Eu sei aonde vou
Vou sorrir, vou amar, vou poetar
Por quê?
Porque sim!
Vou caminhar com o vento
Ou contra o vento se precisar
Sem lenço sem documento
Eu vou
Por quê?
Porque sim!
Por que não?
Ora bolas!
Não sabe então?
Não importa
Lá vou eu.
(Luiz de Carvalho Pádua)

17 outubro 2011

Cansei de Amar


Cansei!

Este coração teimoso já não acelera mais

Fagulha de tempo que se chama vida

Quão pouca diferença faz não amar jamais.


Meu coração ferido só quer esquecer

Nas entranhas da noite já não penso em você

Durmo feliz com a alma sem esmorecer

Amei, chorei e fracassei.


Pois do amor distanciei

Quem ama não tem sentido

Hoje só quero paz nada de ilusões

Da carne e dias e noites sofridos.


Minha alma fortalece com a desilusão

Sem lembrar jamais dos meus prantos

E das falsidades que maltratam meu coração.

Luiz de Carvalho Pádua

22 agosto 2011

VOCE CHEGOU ASSIM


Você chegou assim.

Como uma manhã de verão
Você se chegou
Com cheiro de primavera
Sorrateiro, de mansinho.
Se adentrando em meus sonhos
Dando-me carinhos.

De mansinho você chegou
E me pôs de avesso
Deslumbrou-me, me enrolou
Decompôs-me, em atropelos.
Torturou meus dias
Minhas noites, minhas madrugadas.

Você chegou assim,
Suave como cetim,
Receptivo, desprevenido
Calmo, mais com pressa
Veio trazendo felicidade
Cumplicidade.

Você chegou como uma lua cheia
Salpicando minha vida de estrelas
Iluminando minhas noites
Clareando minha alma
Chegou cheio de desejos
Deixando o gosto de teus beijos.

Mas você se foi de mansinho
Sem sequer dizer adeus
Deixando as saudades que não matamos
O gosto do beijo que não beijamos
O cheiro que não sentimos
Deixando assim, só desejos!


Su Angelote

TUA TERNURA


Tua ternura
São nossas mãos unidas
Nossos corpos abraçados
É sentir nossos momentos de prazer.

Tua ternura é ter-te
Nos momentos certos,
Dessa vida errada
Nos dias de chuva, nas noites calmas.

Tua ternura
É não saber do amanhã
Acreditar no hoje
Na união do prazer.

Tua ternura
É ver a vida diferente
Encontrar os caminhos da alegria
É dormir, e encontrar você.

Tua ternura
É sonhar de olhos abertos
É amar e sentir-se amada
É viver e não morrer!

Su Angelote

06 julho 2011

MEU AMOR

Meus desejos expressados em meu corpo
Meus impulsos mais íntimos revelados
Procurarei por toda a noite o teu corpo
Sem culpa, sem medo, sem pecado.

Meu corpo te escolheu e te procura
Pelos encantos profanos do teu corpo
Entrego-me a ti com afoitos impulsos
Afago-te e te acolho como amante.

E quando a noite se fizer demente
E eu me sentir ardente a tua espera
Jogarei para o alto toda essa espera
E ansiarei apenas por uma quimera.

E nessa utopia louca de querer amar-te
Buscarei as mitologias, os deuses,
Encherei meu coração de saudades
Num tempo longo e solitário.

Su Angelote

01 julho 2011

Ninho de amor


Isolado me encontro

Não sei se é sonho, ou prazer

Vou construir meu ninho

Despedir-me do sol ao anoitecer


Vou viver na contramão

Dos passos de cada um

Proclamar para todos ouvir

Que vives no meu coração


Venha ouvir minha poesia

O teu cantinho te chama

Entre, quero ouvir que me ama


Venha, deixe a lua sorrir

Nesta linda noite de luar

Teu corpo preciso afagar


(Luiz Pádua)

Eterna amante




Não importa que esteja distante

Meus lábios ressequidos

Renasce ao contato suave

E húmido de sua boca num instante


Não te esqueça querida

Que mesmo estando distante

Incansavelmente eu sempre dizia

Eu aqui estou, eterna amante


Barreira é normal e sempre vai existir

Há disposição para tudo transpor

Porque nada no mundo supera o nosso amor

(Luiz Pádua)