PASSAPORTE PARA O INFERNO

PASSAPORTE PARA O INFERNO
ÚLTIMO LANÇAMENTO
Perplexo e pensativo, caminho pelas ruas pensando no que somos...
Quanta razão está imbuída no nosso coração; realidades sem fantasia. Somos nocivos, causamos e transmitimos alegria e tristeza, o mal e o bem. Às vezes, instintivamente, causamos mal a quem queremos bem. Poderíamos ter o instinto de rato que, mesmo indefeso entregue aos instintos sádicos de um gato. Até mesmo uma cobra que vive rastejando, odiada por todos e causando destruição, e por isso destruída. A traição é o pior mal da natureza.
Amigos de verdade são raros.

14 junho 2011

As 4 estações do amor


Uma vida de amor em um casal é constituída de quatro tempos, senão vejamos:

PRIMAVERA:- É a estação do amor, da felicidade e é a mais gostosa, pois o casal está apaixonado. Os pombinhos vivem felizes em beijos e abraços na maior felicidade do mundo. Ao se despedirem-se de um encontro vão para suas casas, cada um já pensando no encontro do dia seguinte e chegam até a sonharem com seu amor e aguardando o próximo encontro.

VERÃO:- É a continuação da primavera; os dois continuam se amando cada vez mais. É a estação do planejamento de planos para um futuro casamento. A moça preocupa-se em fazer o enxoval e o rapaz procura a fazer economias para comprar sua roupa de casamento e guardar algum para uma possível “lua de mel”.

As núpcias será o ponto mais alto do amor do casal, mas como tudo que sobe também desce, é no ápice do amor que se inicia o declínio do amor.

OUTONO: É a estação da realidade. Depois de algum tempo de casados vivendo com muito amor e felicidade, logo após o primeiro ano de casados aparecem os tropeços de vida a dois e suas responsabilidades. O homem passa a chegar em casa mais tarde, precisa bater um papo com os amigos; ele não sabe, mas a verdade é que está enjoando da vida de casado, todo o dia a mesma rotina de sempre, nada muda a não ser a responsabilidade. Pagamentos de contas, compras... Paga isso e aquilo, e à noite ainda tem o compromisso sexual rotineiro com a mulher amada... É “um deus nos acuda”.

O filho começa balbuciar as primeiras palavras. Tanto o amor do pai, como o da mãe volve-se totalmente para o filho que continua crescendo.

INVERNO:- A mulher está acima de seu peso. O marido está criando uma barriga que já é visível e já nem para mais em casa e só chega para dormir. A mulher depois de dar banho no filhinho, alimentá-lo e colocá-lo para dormir, vai se deitar. O marido chega e deita ao seu lado virado para outro lado e põe-se a roncar.

Na realidade eles estão no inverno do casamento e já não estão suportando mais a vida entre dois. O amor entre os dois parece que esvaiu-se. Aparecem as primeiras discussões continuadamente entre eles. Passa-se o tempo, cessam-se confidências e o amor também passa.

A vida do casal já não é aquela de quando se conheceram; mudou-se completamente.

O que fazer? Ai vem o bom senso e diz: “se quiserem continuar vivendo no inferno, que continuem, mas se quiserem tentar uma nova vida e recomeçar tudo de novo e dar o amor que ainda está no peito a outra pessoa, que seja o mais rápido possível”.

Mas o que mais se usa é a separação. O casamento chegou ao seu final.

Que sejam felizes.

Luiz Pádua

Sentir teu perfume

Eu podia tornar-me invisível

Só para estar junto a ti

Estaria mais presente do que agora

Com as minhas mãos tocarei teu rosto

Tua pele macia do teu corpo atrativo

Não chorarás pela alegria que vou te deixar

Que será maior que os anos de vida

Que temos para viver

Quando fores deitar eu também irei

Só para acariciar sua pele suave

Que nem uma pluma

Sentir o teu perfume

Quanta coisa poderia fazer para te agradar

Ah! Se eu tornar-me invisível...

(Luiz Pádua)

Roubaste minha mente

Roubaste os meus sentidos

Levando contigo a esperança de vida a dois

A satisfação de ouvir ser chamado de querido

A vontade de olhar para outra mulher

Só não me levou as esperanças de viver

Sabe por quê? Ainda espero por ti

Na neutralidade do meu eu

Só penso em ti

Roubaste até a minha mente

Nela penetraste e não saíste mais

E agora, como enfrentar a vida

Carregando-te na minha cabeça?

Ora! Carregarei sim, enquanto eu viver

Acostumei a estar contigo

Mesmo sem nunca ter-te visto um dia

Nem um minutinho sequer

Não viverei nunca sem ti

Sabe por quê?

Tu já és um pedaço de mim

Es a minha verdadeira mulher.

Luiz Pádua

13 maio 2011

Abstratismo


Abstratismo

                      

Tudo abstrato
Sem tacto
Sem contato
Medo do ato
De fato
Nada concreto
Pobre espectro
De um amor discreto

                        Luiz Pádua

25 fevereiro 2011

Calúnia


A Calúnia

Uma certa escritora, cujo nome me foge da mente no momento, ao ler um texto meu sobre a calúnia na Internet, fez o seguinte comentário: “A calúnia é como se soltássemos um travesseiro de penas ao vento; Jamais conseguiríamos reunir todas”. Concordamos com essa frase.

Nos Crimes Contra a Honra, previstos nos art. 138, 139 e 140, defrontamos com a Calunia, Difamação e Injúria. Calúnia é um termo que vem do latim (calumnia), engodo, embuste. A calúnia não se confunde nem com difamação, nem com injúria, outros dois crimes contra a honra. A Difamação, art. 139, significa desacreditar, atribuir a alguém, fato ofensivo à sua moral e aos bons costumes; e a Injúria, art. 140 — ofender a honra e a dignidade moral, não confundir com calúnia.

Na definição de Victor Eduardo Gonçalves, “é o conjunto de atributos morais, físicos e intelectuais de uma pessoa que a torna merecedora de apreço no convívio social e que promove sua alta estima”.

Calúnia é a imputação falsa que ofende a reputação ou o crédito de alguém; -difamação infundada. É uma afirmação falsa e desonrosa a respeito de alguém. Consiste em atribuir falsamente a alguém a responsabilidade. Cap. V – titulo I – da primeira parte especial do C. P. B.Trata-se dos crimes contra a honra, que abrangem tanto aspectos objetivos, como subjetivos, de maneira que aqueles representariam o que terceiros pensam a respeito do sujeito — sua reputação,- enquanto estes (ofendidos) representariam o juízo que o sujeito faz de si mesmo — seu amor próprio.

Dessa forma, os crimes contra a honra são puníveis com penas que podem variar com até um ano de reclusão sem prejuízo da multa imposta ao caluniador. Há, porém de se levar em conta que nos crimes contra a honra, o réu pode ser condenado por cada um dos crimes previstos nos artigos 138, 139, 140 com acumulação das penas impostas em cada um dos artigos, podendo acumular as penas de cada um dos artigos previstos e chegar até três anos de reclusão, caso receba penas acumulatórias em cada processo, que seja julgado.

Se alguém afirma que determinada pessoa cometeu um crime, sem que ele não tenha cometido, comete um crime. Dizer que um grupo de pessoas estava cometendo o crime de apologia, sem que de fato tenha cometido, é um crime. Em assim sendo deve-se, portanto, fazer uma profunda reflexão sobre como usar a língua, se a usamos para o bem ou para o mal. É o “disse que disse” que tem levado muitos a servirem dele para propósitos maléficos, verdadeiros instintos do mal.

Assim como a mentira, a calúnia é sua maior amiga e andam sempre juntas, companheira inseparável dos covardes que não sabem enfrentar os problemas que a todos afligem. Para chegar atingir seus objetivos não importa os meios, ou seja: massacres desonrosos e impiedosos de pessoas inocentes, com a finalidade de derrubá-las para adquirir algum posto de projeção, ou assumir o seu lugar.

A calúnia chega a ser o pior inimigo das pessoas sensatas. Ela vem de mansinho, devagarinho, mais chega. É como uma bomba que explode covardemente na cabeça de uma pessoa inocente, lançada por algum covarde. A calúnia é arma infalível nas mãos dos incompetentes que usam-na para alcançar algum objetivo, ou para levar alguma vantagem. É a incompetência que faz com que a pessoa consiga algo na vida, através da calúnia ou difamação infundada. Ela é própria dos covardes que, no ímpeto de sua mediocridade e insensatez, atacam e ferem a honra do próximo. Uma pessoa que calunia não merece a menor consideração. Ela é simplesmente, desprezível, não é confiável.

Luiz Pádua

27 novembro 2010

Doce Ilusão

DOCE ILUSÃO

A ilusão tomou conta de minha alma
Tento deter-te ao meu lado, corpo a corpo,
Envolver-te em meus braços
Acariciar-te deixando minhas mãos deslizarem pela
Maciez de teu corpo cobrindo-o com meus beijos
Depois transportar-te para outras dimensões

Quantas vezes eu imaginava
Tu junto a mim
Mesmo sem nunca ter visto Teu rosto
Sem nunca ter-te tocado
Sem nunca ter-te sentido,
E nunca do teu amor ter provado

É a doce ilusão que nunca morre
Na fagulha do tempo e da vida
Tu surgiste de repente em meu coração
Abstratamente...
Vivo amargando noites de insônia
Sem a tua presença para acalmar minha aflição

Só agora vejo que tudo não passava
De uma ilusão perdida
Uma eterna esperança que chega ao fim
Mas só agora aprendi a viver só
Sem o teu vulto e a ilusão do teu amor
Porque hoje, o nada se apossa de mim.

Luiz Pádua




23 novembro 2010